The Insane Clock

Insane clock in my head, strange hours that doesnt exist

Tuesday, August 29, 2006

You've got to listen to the blues of your heart, baby

Não saberia dizer se sou mais doida que as que vejo e admiro por aí. Por quê admiro as doidas? Pois do mesmo modo admiro as nuvens passageiras, ou mesmo as carregadas, as fofas, as fracas... Queria ser igual à estas fortes doidas, e sei que sou do meu jeito e que cada vez mais eu tenho que parar de ter medo de mostrar mais o que está aqui dentro, não há como chocar as pessoas que me interessam. As pessoas que se chocam são turvas e pequenas. Limitadas e assustadas, não são práticas, são semi-vivos já que não apreciam toda a parte podre do ser humano. Eu gosto de tudo. Eu gosto de todos, até destas pessoas pequenas, elas têm coisas que eu não tenho, elas vêem as coisas de uma forma simples que sei que me aliviaria imensamente. Mas eu não sei ver desta forma, não sei ver de outro modo a não ser de dentro de mim. A parte chata da vida é ter que ver tudo de dentro de nós mesmos. Ainda bem que existe a empatia.
E que eu sei o que é isso.

Saturday, August 26, 2006

Le fabuleux destin....?

Passou a vida inteira praticando atos unilaterais disfarçados de relações oníricas. Era a que queria ser e tinha quem queria ter. Agora só restam os fiapos de toda a trama passada, estes fiapos vão se desfiando em sua frente, de tempos em tempos, pouquinho em pouquinho, assim vai revendo toda a falta de variação dos sentimentos e de imaginação nos disfarces. No fim é sempre o mesmo, discaradamente. Obscenamente o passado reencarnado. Ela não aprendeu.
Ainda.

Tuesday, August 22, 2006

Nua e crua

Não existem palavras para explicar a falta, a alegria, a tristeza. É sempre tudo muito intenso nessas horas. A inspiração se esvai, tudo se concentra no sentir. Não sei esconder e preciso que desta vez as coisas corram certo.

Saturday, August 19, 2006

Eu tenho um 6 torto, e você?

Antes só não tinha as respostas, agora já nem tenho mais os por quês... Escrevo para o grãozinho da mente, aquele que formula todas as suas falas, aquele que mede todas as minhas atitudes, o que proporciona todos os fairy tales.

This little insane clock just feels like...

Se sente como gostaria, ela desce a escadaria só para te acompanhar e quando você a abandona, ela se vê no recinto cheio de gente, perdida sem sua presença, sente-se idiota. Finge que nada aconteceu. Você aparece quando não é esperado e o coração do reloginho insano dá solavancos e ela sente que o mundo inteiro a percebeu, que a coisa mais óbvia de todo losango é de que você a faz feliz. E mesmo quando escuta dentro de sua cabeça "até quando fará feliz?", ela rebate com "ainda vai fazer feliz!". Contradição ambulante que irá para onde você for enquanto perdurar a idiotice.

Games, changes and fears...
when will they go from here? When will they stop?
I believe that faith has brought us here, and we should be together
but we're not

I play it off but I'm dreaming of you
I'll keep my cool but I'm feeling

I try to say good-bye and I choke
I try to walk away and I stumble
though I try to hide it, it's clear
My world crumbles when you are not near

Good-bye and I choke
I try to walk away and I stumble
though I try to hide it, It's clear
my world crumbles when you are not near

I may appear to be free but I'm just a prisoner of your love
I may seem all right and smile when you leave but my smiles are just a front

I play it off but I'm dreaming of you
I'll keep my cool but I'm feeling

I try to say good-bye and I choke
I try to walk away and I stumble
though I try to hide it, It's clear
My world crumbles when you are not near

Good-bye and I choke
I try to walk away and I stumble
though I try to hide it,It's clear
my world crumbles when you are not near

Here is my confession and
I"ll be your possession
boy I need your touch
Your love kisses and such
with all my might I try but this I can't deny

I play it off but I'm dreaming of you
I'll keep my cool but I'm feeling

I try to say good-bye and I choke
I try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it's clear,
my world crumbles when you are not near

Good-bye and I choke
I try to walk away and I stumble
though I try to hide it, It's clear
my world crumbles when you are not near

Macy Grey - I try

Trully, deeply the insane clock

Sem ao menos perceber, o acaso, o destino, a coincidência tornou-me the insane clock. Meu reloginho insano agora possui seu 6 decaído, como que sem chão, como um losango mal formado. Enxergava o mundo meio de lado, agora será toda errada desse errado querido. Ganha-se mais tempo meio, tudo pela metade. O equilíbrio se foi e dessa forma, talvez, o equilíbrio se faça.

Thursday, August 17, 2006

Sou nada e tenho todos os sonhos dentro de mim

If it can be broke then it can be fixed,
if it can be fused then it can be split
It's all under control
It's all under control
It's all under control
It's all under control
If it canbe lost then it can be won,
if it can be touched then it can be turned
All you need is time
All you need is time
All you need is time
All you need is
We promised the world we'd tame it, what were we hoping for?
A sense of purpose and a sense of skill,
a sense of function but a disregard
We will not be the first, we won't
You said you were going to conquer new frontiers,
Go stick your bloody head in the jaws of the beast
We promised the world, we'd tame it, what were we hoping for?
Breath in, breath out
So here we are reinventing the wheel
I'm shaking hands with a hurricane
It's a colour that I can't describe,
It'sa language I can't understand
Ambition, tearing out the heart of you
Carving lines into you
Dripping down the sides of you
We will not be the last.

Tunng - The pioneers

Nada é certo, disso eu tenho certeza!

E no meio de tantas contradições eu sou mais uma no rebanho cotidiano. No meio de tantas catástrofes sou apocalíptica e logo penso que já vivemos num mundo prestes a se extinguir. Porém, enquanto existirem pessoas, existirão os bons sentimentos (enquanto existirem pessoas, vão continuar destruindo o mundo). O negativismo cobre todo o bom humor. Estou feliz mas sei que as coisas estão péssimas, que o mundo está cada vez mais caótico e que as premissas são de uma vida muito pior no futuro.
Eu seria besta se não quisesse mudar tudo isso, mas não sou tão ingênua, não
quero curar o losango mal formado com amor, eu acredito em empatia.

Saturday, August 12, 2006

Ministério da Saúde (mental) adverte: puro negativismo

As coisas ruins vêm todas juntas. É pacote de meia em promoção. Uma mais podre que a outra. Já as coisas boas...elas não vêm. Se vêm, são as meias do pacote supracitado apenas bem apresentadas. É só um engana-neném, baby. O álcool refrescante antes da agulha que não acha a veia.

A eterna rainha do reino da surrealidade

Há ilusão, eu estou nela. Pensamentos irreais? Me chame que eu vou! Onde não há eu sempre estou, vou lá só para conferir o saborzinho da mágoa amanhecida. Com que roupa eu vou pro sonho que você me convidou? Você não vai? Então eu vou. Se você for eu não sou. Eu nunca serei quando você é. Não sou de ninguém quando tudo já tem domínio. Por fim, você não é e eu sou.

Sou aquela eterna amiguinha que você pode falar "E aí? Comi tua mãe
hoje, bundona! Viada, vai fazer o quê hoje?". Só não esqueça de soltar um belo
arroto na minha frente e falar "Mano, que gostoso, esse foi foda!".

Friday, August 11, 2006

Entre mortos e feridos...

Um cadeado escondido num vaso de terra. Já foi jogado fora. Aquilo que unia nós agora desatou, agora as coisas podem acontecer. Eu sinto, nada posso fazer, estilo devo não nego, pago quando puder. Não há coincidências. Era para ser e foi, simples assim, e o que não foi será, ou não...
Nada profunda hoje, ou profunda demais, estou velando por um fígado extremamente debilitado e por um in vino veritas com consequências sérias... eu quero sentir sem entorpecimentos, agora.

Afinal, não sentimos nada com uma gigante dose de sangue no álcool.

Sunday, August 06, 2006

Outra observação

Abençoada seja a trilha sonora de Amelie Poulain.

O duro concreto do amor

Falta a pele. Sempre falta alguma coisa, pois digo que falta a pele, o corpo. Um corpo sem o outro não é corpo, é massa mal formada, massa sem sentido. Há muito tempo sou sem sentido, sempre fui. É uma temível antítese querer sentir se entorpecendo pelos cantos, contradição horrível de querer sentir apenas com outro e não consigo mesma. Sim, me contradisse. É preciso sentir sozinha, como se faz isso? Eu sei que sou matéria, mas apenas em teoria, afinal, eu sei ser só então, o que falta é saber se sei outra coisa, falta a prática.

Saturday, August 05, 2006

Lacre de segurança é de aço

Mesmas histórias, mesmo humor, teria de me reinventar todos os dias para não sentir o tédio de estar sempre comigo. Eu nunca posso estar sem mim, o quão chato é isso? Eu sei as minhas falhas e virtudes, sei todos meus pensamentos...eu me conheço demais, talvez esse seja o problema. Sei que sou um muro, sei que existe muita coisa dentro lutando pra sair, mas tudo tão vago.....tudo tão medroso. Sou eu mesma na medida do possível, mas a vontade de ser inteiramente quase sempre é maior. As definições sociais não me deixam ser eu mesma sempre, só posso com muito poucas pessoas, no momento, pessoas indisponíveis. Ficar sempre bêbada para se soltar não é uma solução, alcoolismo não vai ajudar muito....
eu preciso de alguém que entenda e faça soltar, eu quero,
e sei que posso, só preciso da chance

Thursday, August 03, 2006

O medo dos sonhos

Poderia escrever por toda noite. Eu poderia escrever incessantemente por toda essa vida.

Eu acredito em reencarnação.

Sim, sim. Passaria facilmente mais umas cinco vidas escrevendo.

Sei que isso não te interessa. Desculpa. Eu fico quieta, então.

Não está mais aqui quem falou.

A epilética?

Estou enferma, preciso de exorcismos. Sou o pus proeminente em ferida adolescente. A tosca rima, a sinestesia insípida. Não consigo achar certo, odeio o certo e tudo o que ele representa, odeio o errado e tudo o que ele representa, odeio odiar e tudo o que ele representa. Também não gosto de representar. Gosto de palavras como estertores, aquelas que não sei o que significam e posso devanear sobre, licensa poética. Eu não quero dizer o que não quero. Obviedades. Eu não entendo e preciso. Só preciso. Não sei definir do quê.

Também não aprecio definições.

É aquele sentimento que nos faz dizer sempre nunca tudo ninguém...eternamente

"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida".
Clarice Lispector

Eu não poderia dizer melhor, eu digo muito pior: a saudade parece que aumenta por ter sido catalogada, isso não contradiz o meu achismo sobre as coisas não serem nomeadas, mas a saudade parece mais saudade por ser saudade "s-a-u-d-a-d-e". Não se é possível conviver com ela por muto tempo, é o péssimo inquilino, é a peste que não se esvai. Saudade sem data npra acabar é o inferno. As coisas se tornam insuportáveis quando estão no fim, como a fome revolve a bíles quando vê o prato de comida a dez metros, mas as coisas sem fim tomam proporções limítrofes ao desespero. Eu não sei qual é a beira do abismo, mas sei que deturpa, que engole as lascas de felicidade cotidiana, que dá a irresistível vontade de gritar que se quer ao seu lado, que é insuportável viver sem, que é o ser mais perverso por fazer você se sentir assim. Eu quero me descabelar contidamente, preciso de gritos mudos, de matar sem matar.

Gosto de me matar em doses homeopáticas ouvindo músicas que exalam o fétido
torpor da saudade.

Tuesday, August 01, 2006

Quero um grão inteiro só pra mim

Algo desperta na mente de tempos em tempos. Não sabe dizer o quê. A certeza tira férias quando quer, sempre funcionária pública ansiando por greve geral. O vazio tão cheio nos espaços adentro, as entranhas transbordadas pelos por quê`s eternos. Espera o colapso para se sentir completa, como quando o mar toca a rocha sabendo que um dia tocará a areia.

Só uma observação

Este blog está niilista e megalomaníaco demais.

Nuda

A perversidade de meus sonhos é absoluta. O controle sobre eles parece ter tirado férias, nunca sonhei tanto e com tantas coisas óbvias. Sonhos maldosos daqueles com tudo o que imagina acontecer, essas coisas deveriam ficar somente na imaginação. Não quero mais sentir que não quero. Não mais sentir que junto estou sozinha. As pessoas parecem que me entendem quando somem. É tudo a mente imaginando o tudo. É a eterna saga do tudo e do nada. Sente-se um quando se tem o outro, sempre, e talvez porque sejam a mesma coisa. Talvez nenhum dos dois exista. Talvez o tudo não seja nada e o nada não seja tudo. Tudo nada, nada tudo e não tenho nenhum dos dois.