O duro concreto do amor
Falta a pele. Sempre falta alguma coisa, pois digo que falta a pele, o corpo. Um corpo sem o outro não é corpo, é massa mal formada, massa sem sentido. Há muito tempo sou sem sentido, sempre fui. É uma temível antítese querer sentir se entorpecendo pelos cantos, contradição horrível de querer sentir apenas com outro e não consigo mesma. Sim, me contradisse. É preciso sentir sozinha, como se faz isso? Eu sei que sou matéria, mas apenas em teoria, afinal, eu sei ser só então, o que falta é saber se sei outra coisa, falta a prática.

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