You've got to listen to the blues of your heart, baby
Não saberia dizer se sou mais doida que as que vejo e admiro por aí. Por quê admiro as doidas? Pois do mesmo modo admiro as nuvens passageiras, ou mesmo as carregadas, as fofas, as fracas... Queria ser igual à estas fortes doidas, e sei que sou do meu jeito e que cada vez mais eu tenho que parar de ter medo de mostrar mais o que está aqui dentro, não há como chocar as pessoas que me interessam. As pessoas que se chocam são turvas e pequenas. Limitadas e assustadas, não são práticas, são semi-vivos já que não apreciam toda a parte podre do ser humano. Eu gosto de tudo. Eu gosto de todos, até destas pessoas pequenas, elas têm coisas que eu não tenho, elas vêem as coisas de uma forma simples que sei que me aliviaria imensamente. Mas eu não sei ver desta forma, não sei ver de outro modo a não ser de dentro de mim. A parte chata da vida é ter que ver tudo de dentro de nós mesmos. Ainda bem que existe a empatia.
E que eu sei o que é isso.

1 Comments:
uau! que texto bonito! as vezes deixo o " a parte de dentro " fora e acho que é em momentos como esses que eu me entrego às minhas deliciosas futilidades...
beijos
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