Nuda
A perversidade de meus sonhos é absoluta. O controle sobre eles parece ter tirado férias, nunca sonhei tanto e com tantas coisas óbvias. Sonhos maldosos daqueles com tudo o que imagina acontecer, essas coisas deveriam ficar somente na imaginação. Não quero mais sentir que não quero. Não mais sentir que junto estou sozinha. As pessoas parecem que me entendem quando somem. É tudo a mente imaginando o tudo. É a eterna saga do tudo e do nada. Sente-se um quando se tem o outro, sempre, e talvez porque sejam a mesma coisa. Talvez nenhum dos dois exista. Talvez o tudo não seja nada e o nada não seja tudo. Tudo nada, nada tudo e não tenho nenhum dos dois.

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