The Insane Clock

Insane clock in my head, strange hours that doesnt exist

Monday, September 18, 2006

Esboço esfumaçado de uma segunda-feira qualquer...

Falar cansa. Eu não sei o que fazer quando não agüento mais falar. As pessoas gostam de contar as coisas e eu não consigo me reservar a simplesmente olhar e escutar, elas sempre querem opiniões. Buscamos sempre a palavra milagrosa de alguém, aquela que aparece sendo o milagre mais fabuloso de todos os tempos. Sempre esperamos ganhar na mega-sena, mesmo não jogando. Claro que há os que jogam, mas isso não significa que eles irão ganhar.
Parece que não adianta fazer um balanço do que seria melhor pra cada um, nunca sabemos, o que parece perfeito e seguro pode ser o maior desastre de todos os tempos. Quando a gente pensa demais tudo pode se transformar em qualquer coisa. O ideal seria limitar a imaginação. O ideal seria não termos ideais e nos conformarmos com a surrealidade de tudo, mas a verdade é que não temos a menor intenção de fazer isso. Ninguém consegue viver sem ansiar por algo. Somos fortes e imperfeitos. Estamos sempre testando até que ponto agüentamos, sente-se uma dor no estômago? Que venha a malagueta nos salvar. E nessa busca incessante, que o diabo nos carregue, Amém.

Sunday, September 17, 2006

É só viver...(e nunca saber)

E a filosofia dos menos letrados me parece mais humana. O cérebro as vezes me parece algo que, quanto menos usado, mais se torna verdadeiro. Quando matutamos muito sobre a mesma coisa acabamos deixando de entender até o que antes era certeza cravada na alma. É tudo questão de percepção, a percepção corrompe todas as boas idéias. Muitas idéias escondem aquela mais adequada. A gente vive pensando, ou seja, não vive, pensa que está vivendo...
O menos letrado, porém não menos inteligente, disse que o ser humano é muito forte. Ele diz que o ferro, se não tivesse manutenção do homem, não duraria mais que cinco anos sob as condições naturais e o homem, pelo contrário, vive em meio à poluição, radioatividade e condições mais que perversas e demora a se abater. O ser humano foi muito bem feito. E eu nunca havia pensado nisso, nem dado valor, mas há valor? Toda esta fortaleza para a destruição lenta e melancólica de tudo o que nos mantém vivos? Não só a matéria, mas principalmente os valores e sentimentos. Estamos desconstruindo tudo, uma hora só existira um mero pontinho....

Sunday, September 10, 2006

Raciocínio pungente dos domingueiros

Dedico-me inteiramente aos sentimentos. Serva, por opção. Quando se tem a consciência do que é o não sentir, já se sabe que o sentir é infinitamente melhor. Não sentir é não viver, o que mais temo na vida é descobrir que não vivi, ali, bem no fim de tudo. Os poucos segundos que me restariam até o fim própriamente dito com o fato de que não vivi seriam o inferno propagado, imaginado e temido pelos cristãos.
Tenho medo de achar que se não viver intensamente qualquer coisa que passar pela minha frente não terei aproveitado tudo. Exagero? Talvez. Sempre talvez, ninguém pode dizer o que é ou não é. E olha que isso nunca nos impediu de dizer, o tempo todo. Todo mundo é ou foi, as coisas sempre são ou não são....essa necessidade de catalogar...somos todos bibliotecários.
Domingo é dia de pasmaceira ululante!

Friday, September 08, 2006

Introspecção: o não saber não é.

O problema é ter tempo pra pensar. Malditos feriados!

Claro como a lua, definido como a sombra

Não. Isto não significa nada. A minha visão é apocalíptica demais, talvez por isso real demais. Não. É triste demais viver na realidade. Viver sabendo que tudo não faz lá muito sentido e que no fundo somos todos seres que projetam ilusão em qualquer coisa que esteja ao seu alcance. Isso aconteceu porque há a decepção, os acontecimentos aparentemente bons me fazem viver mais ébria, melhor. Os acontecimentos reais me colocam na vida, ela é triste de se viver. Ninguém vive sem ilusão.
Mas também ninguém vive de ilusão.
Talvez os cineastas.

Um dia ainda vou ser cineasta.