The Insane Clock

Insane clock in my head, strange hours that doesnt exist

Tuesday, February 20, 2007

Eu (só posso falar por mim)

Sente-se como os personagens dos filmes. E queria espancar também. E sentir o gosto de sangue na boca de forma diferente do que após ir ao dentista. Queria poder olhar para tudo de forma cômica ou apaixonada, a todo momento! Queria sentir a náusea alheia, o gozo alheio, a tristeza alheia, a vingança alheia. Está tudo embutido! Paixão nas entranhas....momentos deturpados de tesão pela vida que não saem da forma correta (seja ela qual for). Querer ser a si mesma sem saber quem se é. É o problema de se entender não querer ser o que sentir o não sentir alguém nada corpos e vibrações deturpações segundos êxtase que não existe sem fim. É transbordar sem se expor. Torpor imperceptível de quem sente pra dentro. Prazer em ver qualquer coisa, e se eu não enxergasse, de tocar, e se não tocasse, de cheirar, se eu não cheirasse, de lamber...

E a perversa mente entorta "és pansexual?"

Terça que parece domingo

As pessoas sempre têm muito a dizer. Aquelas verdades únicas, que não fazem lá muto sentido para os outros a não ser que possuam o poder de se colocar no lugar deles (e consigam o feito, efetivamente). O que faço aqui não é nada diferente.
São tantas coisas que nos diferem, aliás! E aqueles que dizem que não julgam apenas se enganam. Os julgamentos, creio eu, são involuntários; o que acontece é que deixamos de usá-los para rotular em si, mas sempre teremos um julgamento formulado em nossa mente sobre qualquer coisa.
Nossas idéias nunca são fresquinhas, sempre mastigadas, por vezes cuspida e requentada três vezes antes de ir à mesa. Não chega a ser do "nada se cria, tudo se copia", mas quer dizer que a gente remoe tanto as coisas que ao sair e virarem palavras não são mais as mesmas. Elas devem ter mudado pelo menos cinco vezes antes de meros dez segundos.

Papo chato. Rotuladora demais (euzinha aqui)

Sunday, February 11, 2007

Em outra cidade não muito longe, mas menos poluída.

Festa estranha com gente perdida, mas, como disse abaixo, todo mundo é perdido...é que alguns são mais que outros. Certo, eu tenho a ilusão de que aqueles que sabem que são perdidos são um pouco menos perdidos...! Eles nem tinham a idéia da falta de rumo (só de vez em quando, talvez).
Me suga as energiais ver gente de potencial tão perdida... ninguém pode fazer nada pelo outro, essa é a verdade, a gente só ajuda quando pede e só faz diferença quando a pessoa pediu ajuda porque realmente a queria. Assim, de mãos atadas, minha energia foi pro espaço...e cá estou eu garota besta garota semi-depressiva a remoer sobre questões existenciais e necessidades do corpo. Estou cansada.

E isso vai, de uma forma bem bizarra, pra alguém que me pediu pra assumir
que era perdida. E sou.

Paranoid Android

E então você quer entender tudo? Quer descobrir as partículas que o envolve mesmo sabendo, de alguma forma ridículamente improvável, que isso não importa?
A mesma velha paranóia persegue as mentes... vê-se nos meios mais intelectuais e nos mais limitados.
Estamos todos perdidos, por assim dizer. Se você acredita em crises existenciais, perde-se nelas; se acredita no racional dia-a-dia, perde-se nele. Fácil e simplesmente. Não conheço ninguém que tenha se encontrado. Por quê? Provavelmente seria muito chato se encontrar, nada mais teríamos a fazer...

e, afinal, ninguém quer morrer de tédio!

Wednesday, February 07, 2007

Fevereiro

A cabeça cheia de pensamentos pseudo intelectualóides que não chegam à lugar algum...mas, pensando bem, quem disse que sentimentos chegam à algum lugar? Quem disse que você se sentiria completa? Existe isso?
Tudo parte de para quem você perguntar, cada um com a sua pequena e bitolada percepção e mesmo assim não significa que você acreditará em mais uma opinião vazia. Vou conhecer alguém e ter um relacionamento do jeito que imagino? No idea.

tudo jogado e sem o menor sentido