The Insane Clock

Insane clock in my head, strange hours that doesnt exist

Friday, October 27, 2006

Louco, louco louco logumelo....

Existem dois tipos de pessoas estranhas: as realmente estranhas e as que se fazem de estranhas.
Os taxados de estranhos estão no "céu".
Há os loucos, também...mas nem todo louco é estranho. E nem todo estranho é louco.

Sono(ro)

Existem músicas que só de escutar um acorde já ficamos arrepiadas. Bate uma estranha nostalgia, mais estranha ainda se esta nostalgia se remete ao nada, você sente falta de algo que certamente não possui, mas também não tem a mínima idéia do que é. E naquele pequeno torpor você curte o transbordamento de sentimentos descabidos e pensa no além.

As músicas que lembram diretamente algo certo e ao mesmo tempo intocável, geram uma dor infinitamente maior. Deixa de ter o saborzinho saudoso e passa a corroer cada vértebra de sua coluna. Tudo pesa. Tudo pesa...e a gente sempre lembra nos piores momentos: os inusitados.
As piores músicas não provocam nada.

Thursday, October 26, 2006

Stuck in the middle with you...here I am.

Egos ferozes. Eu tenho o meu. Queria ter a coragem de expor esse eguinho monstro e acabar com uma tensão de meses a fio. Parece que prefiro sofrer na incerteza do que afetar direto, arrancando aos poucos umas lascas de cada coisa que sinto...de vez em quando faço uns remendos, remendos infundados, mas que servem pra lascar de novo o já lascado. Quase uma bolacha quebrada que a gente tenta juntar amassando...uma verdadeira meleca.

Essa farofa não serve pra alimentar muita gente...

A idiota

Não há nada pior do que estar brava consigo mesma. Eu estou. Cansada do meu jeito "sabe tudo" que na verdade é uma válvula de escape da vida, cansada desse constante medo que não me deixa fazer nada do que eu realmente queria, cansada da minha falta de ânimo nos dias que deveriam ser os mais cruciais e estonteantes, cansada de saber que quando quero muito uma coisa, ela não acontece. Estou cansada do jeito geminiano dele, das duas caras, duas não, milhões me fazendo de joguete pra qualquer coisa. Cansada de nunca ter nada pra contar, nada efetivo, nada marcante, nada que mude o rumo de minha vida. Principalmente, estou cansada de dar conselhos e nenhum conselho que eventualmente me dão me bastar. As pessoas tendem só a concordar comigo, quando falo que o melhor é fazer isso, elas dizem "também acho". Esse achismo parece um "cala a boca se não for falar algo de útil pra mim".

Eu acho

Tuesday, October 24, 2006

Conversa de banheiro

E de novo os acontecimentos me confundem. Há ligação nas coisas? Não? Queremos sempre acreditar que sim. Se ele não foi naquela festa era porque não era o momento...e assim por diante. Quanto tempo será que passamos criando essas pequenas teorias que não nos levam há lugar algum? Tenho a impressão de que esse é um defeito essencialmente feminino...nesse ponto não somos nada práticas.
Descobri hoje que eu também faço tipo, nada mais natural para uma mulher. É do inconsciente, não há o que se fazer, quando vemos já estamos lá, ou melhor, não estamos, está o que criamos para continuar um joguinho incessante... E é claro que eu quero causar ciúmes.

E está mais do que óbvio que isto é inútil.

Eu não faço

Temos muitas lógicas. Talvez este seja o maior problema do ser humano. Aquela mesma coisa de justificar todas as atitudes de uma forma modestamente plausível. Há uma certa tendência na atualidade a aceitar todo tipo de desculpa que tome como embasamento o emocional/psicológico. Parece que como, ultimamente, as pessoas têm tomado mais consciência de que todo mundo é um pouco louco, qualquer coisa que se faça e que tenha como justificativa esta pequena loucura habitual é aceitável, até querida.
Fulano roubou três milhões, mais da metade da população faria o mesmo. Certo, isso torna o fato mais aceitável? Não deveria. Perdemos o foco das importâncias... a análise só pela análise não chega em lugar algum, assim como só o fim sem meios também não faz ninguém feliz (ou pelo menos não deveria fazer).

As pessoas não sabem o que querem fazer da vida...só fazem.

Monday, October 16, 2006

Dia de cogumelos róseos

Eu não sei o que é verdadeiro do que as pessoas falam. Cada uma formula teorias de formas tão consistentes que acabamos nos perdendo, cada um a formula da forma que mais se justifica em sua vida, cada trauma está bem traçado, repassado, repensado, ele toma trinta formas diferentes antes de ser trauma. Todos os acontecimentos são comedidos. Este sempre será o impasse de todos aqueles que se dizem espontâneos, loucos, impulsivos...de qualquer forma, tudo não passa de um pacato lirismo funcionário público cumprindo expediente...sempre nos cinco minutos antes do fim da jornada estaremos de mala e cuia pra ganhar o tempo.

Mas isto não passa da minha versão. E cada um prepara sua. Ou reinventa
a que mais foi com a cara...

Tuesday, October 10, 2006

Fatos de ilusão. Ou: da realidade. Ou ainda: travas e muros.

Tenho andado mais carinhosa ultimamente. Toques de leve nas pessoas, abraços, palavras, começo a criar a ilusão de que superei minha barreira. É claro que é exagero, com quem eu realmene quero eu não sou carinhosa do jeito que precisava...
Aniversários são engraçados, pelo menos para mim. Realmente não gosto, fico incomodada com o fato das pessoas me darem parabéns sendo que não têm realmente interesse nisso, fico nervosa em pensar que pode não vir ninguém, e por fim me desgasto tentando ser sociável com todos, igualmente. Óbvio que nunca dá muito certo, sempre queremos tudo, o tudo mais errado.
Quem a gente quer que venha, mas tem medo disso ao mesmo tempo, não vêm. É fato. Não veio. Chorei, mas ninguém viu, como deve ser. Eu me preocupo, quero saber como está, mas a ausência me irrita tanto que não consigo fazer nada.
Eu vejo os momentos de cima, o abraço como se tivesse sido pela televisão, aquela cena cômica em que eu perdi todos os sentidos, deturpando todas as formas de sentir, exalando palavras que não me pertenciam, um medo besta de cair que mais era um convite a rolar no chão na frente de todos. Destes momentos saem as frases mais idiotas e sem qualquer sentimento.
Eu não me destravei.
Preciso que aquele abraço tenha sido verdadeiro.
Não lembro o que ele me disse, a audição tinha ido passear enquanto o resto do corpo tentava distinguir algum sentimento. A sensação era de um forte choque, um brinde entre copos de hormônio, cada um tombando no outro, milhões de pessoas falando ao mesmo tempo.
Bosta.

Monday, October 09, 2006

Enfim...sem fim.

O tempo não é o que imaginamos...aquele tic tac incessante que parece correr igual maratonista, apressando à todos nos dias mais caóticos. Ele também é algo imaginário, como tudo, como nada, é nossa pretensão, nosso amor, nossa decepção e diversão. Está em tudo, não está em nada, muda tudo ou tudo se modifica? Paciência...
A paciência não existiria sem o tempo, sem tempo é tudo pra já, fast food, te tenho e já foi, já fui e fiquei. Talvez os sentimentos não fossem sentimentos sem o tempo e a paciência. Eu tenho sentimentos, muitos, não tenho tempo e muito menos paciência. O que resta é sonhar com fast food de momentos instantâneos num universo paralelo sem tempo, só o das nuvens, é sempre melhor admirar o tempo das nuvens...

Não as passageiras, estas precisam de tempo pra passar. Eu já preciso de
tempo pra pensar. Tempo para reconstruir toda a bola de neve que habita algum
oco aqui de dentro.