The Insane Clock

Insane clock in my head, strange hours that doesnt exist

Friday, September 26, 2008

PRORROGAÇÃO. SONO ATRASADO. PENSAMENTOS INCOERENTES. LOUCURA. VISTA AO MP. INTERNAÇÃO. RECURSO PROVIDO EM PARTE.

Tarde, é tarde!, não de tarde, mas mais tarde. Quanto alarde por uma insônia programada. Já até imagino a cabeça no travesseiro....e às vezes não só a minha.

Acabei de inventar o título-ementa, a mais nova abominação do mundo
insano.

São tantas as coisas que talvez nem seja nada

Irritação corre pelas bordas dos dedos das mãos e dos pés. Quero ganhar aquele mato interior que me traz a paz árcade. Preciso daquela borboleta azul que segue pelas cachoeiras até o final da escalada. O gosto do mar só ficou por meras convenções sociais, o paladar já não se lembra mais. A lua que vejo é o reflexo de alguma bolota de vapores podres sobre o ar urbano. Preciso de árvores selvagens, aqui todo o verde possue coleira. Os passaros daqui não gorjeiam como lá, eles bebem café e sofrem de stress.

Esta violência ao que um dia já foi voltará....e em dobro.

Monday, September 08, 2008

Talvez assim menas gente perda as paciência a toa...

Experiências sociológicas obrigatórias: aulas teóricas no famigerado CFC. Não, eu não tenho dezoito aninhos, apenas adiei alguns anos a independência automotora.
Talvez dela decorra a descentralização abaixo. Eu geralmente aplico aquilo que aprendi no cotidiano (mentira).
Fato é que me assustei com a falta de educação escolar das pessoas. Dá medo. É o tipo de coisa que depois não justifica você falar um monte de blá blá blá sobre educação e que cada um tem sua oportunidade. Talvez tenha sido pior pelo fato de morar na periferia, talvez não, tenho certeza. Queria ver algo do tipo nos Jardins. As classes deveriam ser mescladas de propósito, colocar alguém que ainda não completou o fundamental com outro que entrou em alguma faculdade pública da vida. É o tipo de visão que pode educar muita gente bitolada.
De ver o esforço das pessoas tentando responder um teste como o abaixo descrito me faz sentir ainda mais raiva da desigualdade:

"9. Ao perceber que será ultrapassado, o condutor deve:
a) Sair para o acostamento.
b) Parar o veículo.
c) Acelerar o veículo.
d) Não deixar que seje ultrapassado.
e) Manter ou reduzir a velocidade facilitando a ultrapassagem."*

*exercício retirado da revista do CFC, incluindo o erro de
portugês.

Descentralizando a tolerância

Alegria que parte não sei de onde e funde não sei em quê. Copiosa, eu.
Essa necessidade absurda de auto-afirmação, eu prefiro sempre lembrar que eu sou eu. E me misturo ao tudo, absorvo muitas coisas, filmes e pessoas. Às vezes eu vivo um pouquinho de tudo. Também gosto de sentir a indiferença. Visualizar cada movimento e perceber o que poderia acontecer (claro que a visão é imperfeita) e no fim acabar fazendo coisa diversa.
As coisas devem ser assim, porque o são. Não é resignação, é nadar no fluxo. Parei de furar onda quando tinha uns doze anos.