The Insane Clock

Insane clock in my head, strange hours that doesnt exist

Friday, October 15, 2010

E depois?

Não sei o que vou querer amanhã. Pode ser que eu ria de tudo o que senti, que eu tenha vontade de deletar as coisas, que eu nem lembre no que pensava...que eu volte a esquecer um rosto que já tinha tratado de borrar na minha memória.

A Marisa Monte vai salvar a minha noite

Essa noite de solidão. Nada como uma voz boa e um violão afinado. Depois de tantas coisas desconexas...eu só quero um pouco de conforto, estou mimada, quero me sentir amada por cada um que passou por mim e nem se dignou a perguntar meu nome. Quero declarações de amor-amizade, amor-romântico, amor-fraternal, de todos...é muita colher de chá?

A fish is a better friend than a human

E quero lembrar de coisas que eu não quero lembrar. E torcer os fatos, me contorcer nas entrelinhas de tudo aquilo que um dia foi sinal de alguma coisa. Quero moldar que nem areia molhada o passado e deixá-lo à minha disposição para devaneios instantâneos. I think I gotta wait to tomorrow. Só o sono vai resolver o que esse espírito tapado não consegue, o que esse perispírito safado que é o meu não quer ver, não quer encarar, só quer distorcer...

U turn

O que eu vou virar? Será que eu vou virar bolor? Se você pensa que eu sou lóki, bicho...
Eu não sei mais, não entendo a beleza de "ser" alguma coisa sem pertencer à ela...o conflito ainda não se resolveu se é moral ou cultural ou pentelhal, só sabe que é conflito interno (com influências externas). Estou cansada de pensar besteiras...mas o problema é que nem sei mais quais são as besteiras. Esqueci como se separa o joio do trigo.

Tuesday, October 05, 2010

É bom escrever com o ronco da vovó ao fundo.

E que isso fique registrado.
E também é bom a irmã roncando ao lado. É bom pedir desculpas sem temer, é bom explicar as coisas, mas mais ainda quando todo mundo admite a sua parte. Eu estou pronta para admitir a minha.
Então talvez tenha sido isso: eu estava pronta para admitir as coisas que o outro não. E aí eu fico nessa vaga (e torturante) esperança de que a hora não tarda E não falha, mesmo que eu ainda espere depois que tarde, mas não falhe.
Pronto, três minutos sem intercorrências. Respiro e just keep swimming.

Atenção! Amanhã é mais um dia!

E assim caminha a humanidade...e eu espero que seja sem maiores intercorrências. Eu curto desenvolver traumas supimpas como o de achar que algo de ruim acontecerá no meu aniversário, ou que vão cortar minha orelha (de novo) no cabeleireiro, etc...
Esse nervosismo modorrento me acompanhou durante o dia nublado que eu tanto odeio. Talvez se o céu estivesse azul eu ficaria mais tranquila para esperar coisas boas para amanhã, mas a verdade é que tomei muita garoa e uns fios de cabelos recém cortados teimam em ficar na minha cara, não aceitando as costas da minha orelha direita.