Quando morrer também quero ser espalhada pela cidade.
O paulistano tem um quê de melancolia urbana inigualável. A tal paulicéia desvairada exerce um soberano poder sobre as poluídas pessoas. Há um quê de tristeza do Tejo mesclada às imigrações e migrações do tempo, muitas pessoas pensando tantas coisas ao mesmo tempo em um restrito espaço, passos limitados pelos passos adiante, compromissos adiados porque tantas outras pessoas tentam chegar. Quanto maior a metrópole há mais gente tentando ser alguém. Vê-se um arco-íris na multidão, anônimos pela excentricidade, borrões de cores no cinza natural. Não há nada que não seja natural em São Paulo.

1 Comments:
Isaaaa
Que bom q vc apareceu lá xD
Vou add esse endereço e talz... gostei mais desse do que do choldra =X
Lendo esse seu post, me bateu melancolia e aversão a sociedade... A comparação com o Tejo diz tudo =]
Seus textos melhoraram... gostei muito x)
Beijos
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