The Insane Clock

Insane clock in my head, strange hours that doesnt exist

Saturday, July 22, 2006

(Não) Conhecendo pessoas

Não foi a festa, foi a libertação, em parte. É sempre divertido trocar impressões bestas com pitadas de pura verdade em meio à tanta gente estranha. Estranha como nós, e continuo dizendo que me sinto bem melhor ao lado dos estranhos do que dos "normais" e também ainda não suporto todo esse catálogo de nossa sociedade.
A libertação vêm na parte em que descobre que é humana, ou melhor, animal. Descobre que seus instintos mais naturais ainda existem, não são lenda de uma vida esfumaçada. A perturbada mente redescobre que seu corpo é palpável e sente, das melhores e piores formas. Descobre que não havia desaprendido o beijo, e que ainda pode se vangloriar (porque a vaidade ainda é tudo para uma velha baixa-estima) dos efeitos que produz no outro corpo. De todos os elogios e olhares e bocas e abraços e língua e barba, de todos os torpores, o que ela guarda é o mais legítimo:
"- Você devia ter ido pra casa comigo...
- Não tem como...mas eu que sou besta, que estou perdendo...
......
.....
...
..
.
- Olha, acho que eu é que saio perdendo mais, viu..."
Pra bons entendedores, nada deve ser preciso. Libertina? Não, realista. Aquela que se achava vapor descobre a matéria...

O problema é sempre o depois, é sempre o não-ser-você-mesmo
cotidiano...falar a verdade sem teor alcoólico causaria o apocalipse?

2 Comments:

Anonymous Anonymous said...

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Anonymous Anonymous said...

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